HQ's Literárias



(n.t.) Histórias Literárias em Quadrinhos
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                   EDIÇÃO ATUAL









HQ # 06

poema de Alfonsina Storni
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz














Langor

Alfonsina Storni

A HQ Literária "Langor", adaptada do homônimo poema de Alfonsina Storni, apresenta uma composição da fase mais madura da poeta argentina, publicada em 1920. De forma paradoxal, seus versos traçam dois mundos distintos: a efervescente metrópole, o mundo exterior, contrasta com o ambiente mais íntimo da poeta, o seu interior. Nesse paralelo entre suas vidas, a pública e a privada, em que uma arde e a outra espera, ela trama sua alma com o passar das horas. A poeta enlaça seus desejos ao nascer do sol, momento em que a figura de um menino surge para causar estranhamento, tensionando-a de maneira nua como poetisa, mulher e, sugestivamente, como mãe. É um poema que encerra dois mundos de Alfonsina, os mesmos que a HQ busca traduzir, aquele contemplativo que se contrapõe ao real, para logo passar ao das evocações, onde tudo, por sua vez, recupera força e beleza.

Fonte original: (n.t.) 10º
Idiomas: espanhol e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 11 páginas
23 MB





                           COLEÇÃO







HQ # 01

poema de Severino Di Giovanni
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz

















HQ # 02

poema de Roberto de las Carreras
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz



















HQ # 03

poema de Dino Campana
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz



















HQ # 04

poema de Ian Curtis
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz

















HQ # 05

poema de Vittoria Aganoor
quadrinhos de Aline Daka
tradução de Gleiton Lentz















Grito Noturno

Severino Di Giovanni

Na adaptação do poema "Grito Noturno" (1925) para os quadrinhos, o poeta ítalo-argentino Severino Di Giovanni se converte no eu-lírico-personagem que vaga solitário pelas ruas de uma cidade crepuscular. O sol se põe, flamejante e trágico, dando início a uma jornada intensa. Enquanto o percurso do poeta ganha a chance de uma noite, disposições anímicas dão forma e tom às suas recordações e pensamentos, definindo a paisagem citadina. Luzes e formas são recortadas por visões memoriais perturbadoras, o cenário noturno é fatalmente transformado pelas imagens internas onde figuram a força das emoções e dos símbolos. A partir daí, será mesmo possível escapar da perseguição ordinária do tempo? Qual seria a chave para o enigma que o condena solitário no âmago desse universo? Um pouco antes do alvorecer, o poeta finalmente encontra um refúgio, e nele, uma metáfora nascente que o repreende mas também o liberta.

Fonte original: (n.t.) 5º
Idiomas: espanhol e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 7 páginas
14 MB



Álbum de Confissões

Roberto de las Carreras

Baseada no homônimo poema do dândi Roberto de las Carreras, a HQ "Álbum de confissões" (1886) apresenta o poeta uruguaio como um personagem que entrevista a si mesmo num tom fantástico e tragicômico. Enquanto o personagem se duplifica e gira em torno de si, como num jogo de cartas, destila seu humor negro mediante uma série de eventos que ilustram uma visão crítica dos costumes ao final do século XIX. A cada pergunta-resposta abre-se um conjunto de mini-histórias que revelam uma atmosfera decadente onde o crime, o vício e os mais terríveis aspectos do caráter humano são banalizados. Carreras é um personagem ambivalente e provocativo, que dirige seu escárnio também a si mesmo, trazendo ao leitor um caleidoscópio de belas e terríveis imagens onde se evocam poetas, pintores, músicos, suicidas e alguns dos personagens mais obscuros de sua biografia e época. Essa "brincadeira" só poderia ter um único e derradeiro final.

Fonte original: (n.t.) 6º
Idiomas: espanhol e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 7 páginas
14 MB



A jornada de um neurastênico

Dino Campana

Na HQ "A jornada de um neurastênico" (1914), o poeta italiano Dino Campana é um personagem em off que toma forma a partir de suas visões fantasmagóricas da cidade de Bolonha, a qual narra com estranha delicadeza, assombrado por pensamentos e pela realidade transfigurada que o circunda. A neblina faz surgir uma cidade aterradora, e em meio a divagações, o poeta, que por ela transita, a redescobre. Os relampejos de memória e suas amargas constatações são surpreendidos por figuras mágicas e infernais, de Ofélia a Satã, que capturam seus sonhos, condenando-o a uma perseguição ilusória e labiríntica. Os ambientes expressivos e as alegorias fantásticas constroem o universo do poeta maldito, dando forma a um dos mais conhecidos poemas em prosa do Novecento italiano. Quadro a quadro, em sua "jornada", Campana conduz o leitor pela ruas seculares de Bolonha, evocando, no caminho, poetas como Dante e Baudelaire.

Fonte original: (n.t.) 7º
Idiomas: italiano e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 14 páginas
30 MB



Fora de Contato

Ian Curtis

Adaptada de homônima letra, "Fora de Contato" (1977), de Ian Curtis, é uma HQ atmosférica, cuja narrativa compõe-se de imagens e memórias do eu-narrador que busca extrair desses fragmentos de vida emoções muitas vezes perdidas de modo irremediável. A cidade é o personagem principal, em cujo cenário ele tenta reencontrar a si mesmo e procurar em memórias turvas e obscuras aquilo que lhe poderia trazer de volta o sentimento, ou um novo sentir. Mas são curvas que nada prometem, espaços vazios, percursos labirínticos, luzes e sombras que somente comemoram a dança solitária de seu espírito. As imagens que o cercam parecem condená-lo para todo o sempre, e novamente. A HQ procura traduzir o imaginário único de Curtis em cenas já conhecidas, compondo um quadro que possa conduzir a uma nova percepção de mundo, já contemplada por ele em ritmos e formas inconfundíveis.

Fonte original: (n.t.) 8º
Idiomas: inglês e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 12 páginas
18 MB



Página de Diário

Vittoria Aganoor

A HQ "Página de Diário" (1903), adaptada do homônimo poema de Vittoria Agannor, mistura narrativa gráfica à linguagem das iluminuras. A voz lírica da composição se transfigura numa personagem que assiste a si mesma enquanto desenha e dá forma a suas melancólicas e solitárias visões. Contemplativa, Aganoor traduz a sua alma conforme os movimentos autunais, próprios de uma natureza em declínio, e mediante uma escrita que procura sempre se renovar. Está-se no século XIX, momento em que a poeta mulher arde obscuramente por detrás das janelas, nomes e convenções, impossibilitada de expandir seus desejos para além dos horizontes. E assim, ela, como uma folha negra e seca solta ao vento, assiste ao seu declínio e ascensão particulares, entoando, numa folha de diário, seus cantos femininos mais profundos, na tentativa de salvaguardar-se sem testemunhas.

Fonte original: (n.t.) 9º
Idiomas: italiano e português
Formatos: .jpeg ou .zip, 12 páginas
18 MB