PRÉVIA (n.t.) 2º

Canções alexandrinas | Александрийские песни
Mikhail Kuzmin

O texto: As famosas Canções alexandrinas de Mikhail Kuzmin introduziram na lírica russa o singular tema da Antiguidade pagã cultuado, no final do século XIX, pelos parnasianos e simbolistas franceses. Publicada em 1906 n’A Libra, revista literária dirigida pelo poeta Valéri Briússov, a obra logo atraiu a atenção dos maiores intelectuais e artistas da época. “As canções de Kuzmin trazem-nos flores da verdadeira poesia antiga”, escreveu a respeito dela o crítico de arte Maximilian Volóchin, declarando-a esteticamente universal e achando auspicioso que seu au-tor tivesse surgido “na trágica Rússia com um raio de alegria helena em suas canções sonoras”. O crítico teve razão: por mais moderna e ocidentalizada que seja a Rússia de hoje, os seus inúmeros leitores ainda se lembram do nome de Mikhail Kuzmin e associam-no, antes de tudo, ao belíssimo poemário alexandrino.
Texto traduzido: Кузмин, Mихаил. Стихотворения. Санкт-Петербург, 2000.

O autor: Mikhail Alexéievitch Kuzmin (1872-1936) nasceu em Yaroslavl, numa família fidalga. Estudou no Conservatório de São Petersburgo. Fez duas grandes viagens internacionais (aos países do Levante e à Itália) e percorreu todo o Norte da Rússia em busca de ícones antigos. Estreou como literato em 1905. Publicou livros de poesia Redes (1908), Lagoas outonais (1912), As trutas quebram o gelo (1928), entre outros; romances, As asas (1906) e A fabulosa vida de Joseph Balsamo, conde de Cagliostro (1919), peças de teatro, contos e ensaios críticos. Traduziu para o russo As metamorfoses de Apuleio, Dom Juan de Byron, dramas e sonetos de Shakespeare, novelas de Mérimée, versos de Petrarca e Goethe. Foi também compositor e cancionista. Após a revolução de 1917, permaneceu na Rússia soviética. Esquecido e pobre nos últimos anos de vida, morreu de pneumonia em Leningrado.

O tradutor: Nascido em 1 de abril de 1971, na Bielorrússia, Oleg Andréev Almeida é poeta lusófono e tradutor. Mora no Brasil desde julho de 2005. Autor do romance poético Memórias dum hiperbóreo (7Letras, 2008) e idealizador do projeto “Stéphanos: enciclopédia virtual da poesia lusófona contemporânea”, mantido no site: www.olegalmeida.com. Traduziu O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa de Charles Baudelaire (Martin Claret, 2010) e Os cantos de Bilítis de Pierre Louÿs; verteu para o russo a peça teatral Tu país está feliz (Thesaurus, 2011) e uma série de poemas avulsos de Antonio Miranda. Sócio da União Brasileira de Escritores (UBE) desde maio de 2010.



☞ KUZMIN, Mikhail. Canções alexandrinas | Александрийские песни.
Trad. Oleg Almeida. (n.t.), n. 2, v. 1, mar. 2011, pp. 10-33.


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ISSN 2177-5141