PRÉVIA (n.t.) 4º

O Deus-criminoso | The criminal-God
Edgar Wind

O texto: Este breve ensaio de Edgar Wind compunha a seção intitulada “Miscellaneous notes” (Notas variadas) do Journal of the Warburg Institute – denominado, a partir do número seguinte, de Journal of the Warburg and Coultard Institutes –, do qual Wind fora editor e fundador, com Rudolf Wittkower, e que continua a ser publicado até hoje pelo Instituto Warburg. Esse instituto, que se originou da transferência da biblioteca de Aby Warburg para a Inglaterra e foi incorporado à Universidade de Londres em 1944, reuniu diversos pesquisadores como os historiadores da arte Erwin Panofsky, Ernst Gombrich e Gertrud Bing e, mais recentemente, G. Agamben e Georges Didi-Huberman. Alguns dos verbetes de Wind publicados nessa revista, como “The Christian Democritus”, compuseram a sua reunião póstuma de ensaios intitulada A eloquência dos símbolos: Estudos em arte humanista (1983, publicado em português pela Edusp em 1997).
Texto traduzido: Wind, E. The criminal-God. The Journal of the Warburg Institute, Londres, vol. I, p. 243-245, 1937-1938.

O autor: Edgar Wind (Berlim, 1900 – Londres, 1971) ocupou a cadeira de História da Arte na Univ. de Oxford em 1955. Doutorou-se em História da Arte pela Univ. de Hamburgo em 1922 e começou a sua carreira acadêmica na Univ. da Carolina do Norte em 1925, ensinando filosofia. Foi especialista em iconologia do Renascimento e discípulo de Panofsky, por meio de quem entrou em contato com Warburg. Vem sendo reivindicado por historiadores como Georges Didi-Huberman como um dos herdeiros mais próximos de Aby Warburg e de sua interpretação da história a partir do conceito de sobrevivência. Em 1933, poucos anos antes do seu retorno à Univ. de Hamburgo, colaborou com a transferência da biblioteca de Warburg para Londres, tornando-se o seu vice-diretor. É autor dos livros Pagan Mysteries in the Renaissance (1958), Bellini's Feast of the Gods: A Study in Venetian Humanism (1948) e de Art and anarchy (1963).

A tradutora: Larissa Costa da Mata (1984) é doutoranda em Teoria da Lite-ratura pela UFSC, com pesquisa que discute a obra do artista modernista Flávio de Carvalho no debate sobre o primitivismo nas vanguardas de princípios do século XX. No momento, vincula-se como pesquisadora visitante (CAPES) à Universidade de Yale (EUA). Fez o mestrado em literatura brasileira na UFSC, defendendo a dissertação As máscaras modernistas: Adalgisa Nery e Maria Martins na vanguarda brasileira em 2008. O presente texto de Wind foi reproduzido durante a pesquisa realizada na Biblioteca da Universidade de Leiden, Holanda, em 2008.



☞ WIND, Edgar. O Deus-criminoso | The criminal-God.
Trad. Larissa Costa da Mata. (n.t.), n. 4, v. 1, mar. 2012, pp. 123-133.


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ISSN 2177-5141