PRÉVIA (n.t.) 2º

A Máquina para | The Machine stops
E. M. Forster

O texto: Publicado inicialmente em 1909, na The Oxford and Cambridge Review, o conto “The Machine stops” foi depois republicado na obra The Eternal Moment and Other Stories, em 1928. A história é uma projeção da vida mediatizada pelos aparatos maquínicos, antecipando de modo assombroso a condição humana da era digital e da vida globalizada e padronizada.
Texto traduzido: “The Machine stops”. In. The Eternal Moment and other Stories. London: Sidgwick & Jackson, Ltd., 1928, pp. 3-37.

O autor: Edward Morgan Forster (1879–1970) nasceu em Londres, em 10 de janeiro de 1879. Sua carreira de escritor começou logo após a graduação; foi um escritor profícuo, e antes de completar 30 anos, já publicara quatro de seus cinco romances, entre os quais A mais longa jornada (1907) e Howard´s End (1910). Em 1924 publicou Passagem para a Índia, considerada sua obra-prima. Foi um viajante contumaz, esteve na Itália, Grécia, Índia e Egito. Sua atitude não-conformista perante os valores e crenças de seu tempo e sociedade transparece em sua vida e obra, onde o tema da impossibilidade de relações pessoais diretas é recorrente: diferenças de classe, dispositivos, propriedade, sexualidade, etc. A emoção pessoal e os impulsos são elevados acima das convenções sociais, tendendo à estreiteza e à superficialidade, sufocando as inclinações do coração e as criações da imaginação. Escreveu contos, reunidos em O ônibus celestial (1914) e Momento eterno (1924), crítica literária e ensaios políticos. Duas obras foram publicadas postumamente, por vontade do próprio autor: Maurice, escrito em 1914 e publicado em 1971, e os contos de The life to come, em 1972. O autor não quis publicá-los em vida por causa da polêmica questão de sua homossexualidade. Passou os últimos 46 anos da sua vida sem publicar romances, dedicando-se a outras atividades, como a colaboração em jornais e a escrita de ensaios. Morreu em 7 de junho de 1970.

O tradutor: Celso R. Braida, natural de Santa Maria (RS), é professor de filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina. Leciona e pesquisa nas áreas de Ontologia, Filosofia da Linguagem e Hermenêutica. Tem vários artigos publicados em revistas especializadas, entre os quais se destacam “Significatividade e entidade” (Veritas) e “Significatividade e verdade” (Kriterion). Como tradutor, publicou a tradução de textos de F. Schleiermacher, Hermenêutica: arte e técnica da interpretação (Vozes, 1999) e a coletânea Três Aberturas em Ontologia: Frege, Twardowski e Meinong (Nephelibata, 2005).



☞ FORSTER, E. M. A Máquina para | The Machine stops.
Trad. Celso Braida. (n.t.), n. 2, v. 1, mar. 2011, pp. 217-279.


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ISSN 2177-5141