PRÉVIA (n.t.) 12º

Estuoso interiormente e outras canções
Estuans intrinsecus et alia carmina

Arquipoeta

O texto: Estuoso interiormente (Estuans intrinsecus), também conhecido como Confissão do Arquipoeta (Confessio Archipoetae), composto possivelmente em Pávia no ano de 1163, figura como o poema número 191 no manuscrito das Canções de Beuern (Carmina Burana), compilação feita no século XIII de obras dos poetas goliardos, dentre as quais o Estuans se destaca como uma das grandes obras-primas. Nesse poema cheio de ironia e vigor, o eu-lírico usa o pretexto de confessar seus pecados e pedir a absolvição ao Arcebispo de Colônia para, na verdade, fazer uma celebração do seu estilo de vida dedicado à luxúria, jogo e bebedeiras. A presente seleção também traz o breve poema Prelado da cidade de Agripina (Presul urbis Agripine), um elogio do autor ao seu patrono, o Arcebispo de Colônia, e o mais longo De língua gago (Lingua balbus), no qual profere um sermão sobre a compaixão divina pelo ser humano enquanto exalta a virtude da generosidade para convencer os interlocutores a lhe dar dinheiro.
Texto traduzido: Watenphul, Heinrich; Krefeld, Heinrich (eds.). Die Gedichte des Archipoeta. Heidelberg: Carl Winter/Universitätsverlag, 1958.

O autor: O Arquipoeta (Archipoeta) é um anônimo europeu do século XII. Do pouquíssimo que é conhecido sobre ele, especula-se que tenha vivido, aproximadamente, no período de 1130 a 1165, sido membro da corte do Arcebispo Rainald von Dassel e passado os últimos anos de sua vida no mosteiro beneditino de São Martinho, em Colônia, Alemanha.

O tradutor: Yuri Ikeda Fonseca é graduado em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Para a (n.t.), traduziu Miguel de Unamuno e John Donne.



☞ ARQUIPOETA. Estuoso interiormente e outras canções | Estuans intrinsecus
et alia carmina.
Trad. Yuri Ikeda da Fonseca. (n.t.), n. 12, v. 1, jun. 2016, pp. 124-150.


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ISSN 2177-5141